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Vamos falar de vinículas, mas vamos falar da Georgia também!

Normalmente, quando lemos artigos sobre aventuras ao ar livre, estamos prontos para calçar as nossas botas surradas e viajar com o autor para conhecer lugares distantes e maravilhosos, locais onde os peixes pulam através do espelho dos lagos atrás de uma refeição voadora, onde o som dos rios e cachoeiras se misturam em uma sinfônia mágica, e onde a vida selvagem se manifesta de forma variada ao nosso redor, seja através do canto dos passáros ou de um encontro inesperado com um veado pastando na floresta. Neste blog, no entanto, gostaria de abordar a natureza de uma forma mais relaxante e lúdica, de uma forma alternativa, ou quiça, complementar, à tradicional. Que tal curtirmos a natureza, através de um passeio no meio das parreiras, degustando o vinho de nossa preferência, sob o doce calor do sol em um dia de inverno, ou fazendo uma degustação, sentados em uma linda varanda coberta, enquanto a garoa cai durante a primavera? Então, de acordo? Como se diz por aí, em caso de dúvida, vá à uma vinícula (tenho quase certeza que já ouvi alguém dizendo isto por aí …)!


No que diz respeito aos vinhos dos Estados Unidos, posso afirmar com uma certa convicção que você já ouviu e, talvez, já tenha até provado, tintos, brancos, rosés e espumantes da região de Napa, na California, ou mesmo de Sonoma, do outro lado da montanha (e também na California). O fato é que, o estado da California é, de longe, o maior produtor de vinho dos Estados Unidos, com quase 6 vezes mais vinículas (por volta de 4,500) que o segundo colocado, o estado de Washington. Mesmo com a concentração produtora e a fama ficando para a California, muitos outros estados Norte-Americanos produzem vinhos com qualidade internacional, como, por exemplo, as regiões de Walla Walla e do vale da Columbia no estado de Washington e, do vale do Willamette, no estado de Oregon, sendo este estado, o terceiro maior produtor nos Estados Unidos, com volumes similares ao do segundo colocado.

O que é mais interessante em toda esta estória, é que em função de um micro-clima variado e favorável ao cultivo de uvas vinículas, é possível se desgustar vinho de qualidade em estados Norte-Americanos bastante inusitados, como no estado da Georgia, aqui no Sul dos Estados Unidos.


No início eu hesitei, mas há alguns anos deixei o meu preconceito de lado e resolvi visitar alguma das vinículas da Georgia, quase todas, estabelecidas na região montanhosa, ao norte do Estado. Para minha feliz surpresa, descobri que além da grande variedade de uvas cultivadas na região e dos tipos de vinhos produzidos, há também uma variedade no estilo e personalidade de cada vinhedo; há aqueles que parecem castelos europeus, há aqueles com decoração moderna e clean, há os mais informais com bancos na grama e abertos à picnics, há os premiados e os desconhecidos, há os que oferecem hospedagem e há os que permitem a entrada de animais domésticos, enfim, há vinhedo para todos os gostos. Embora, na maioria das vezes a uva seja cultivada localmente e os vinhos produzidos na recente região de denominação controlada (concedida pela AVA, "American Viticultural Area", em Julho de 2018) chamada "Dahlonega Plateau", há também vinhos de qualidade produzidos fora desta região, mas ainda no estado da Georgia.



E por falar do "Dahonega Plateau", é importante tanbém informar que a região de Dahlonega, na Georgia, merece ser visitada também por outros motivos, incluindo a sua história. Foi em Dahlonega que, em 1828, se descobriu, acidentalmente, uma das maiores minas de ouro ao leste do Mississippi; isto há uns vinte anos antes da famosa corrida do ouro na California. Nos dias de hoje Dahlonega recebe turistas americanos durante o ano inteiro, com várias lojinhas de artesanato e souvenirs, restaurantes para todos os gostos e uma farta agenda cultural, é uma cidade que merece ser visitada. Para nós brasileiros, o lembrança que vem quando passeamos pela cidade é a de estarmos fazendo parte de uma cena de filme de faroeste.



Com toda estas informações, espero ter incitado a vontade de conhecer os vinhedos da Georgia em sua próxima visita à Atlanta. Agora voce deve estar se perguntado, pois bem, mas quais vinhedos devo visitar? Quanto tempo preciso? Minha recomendação mais importante é que você curta o momento e cada vinícula, e que não tenha pressa de visitar as vinículas simplesmente para se completar um circuito. Sugiro que duas, talvez três vinículas, sejam visitadas em um dia, e que voce aproveite para dormir em Dahlonega para visitar a cidade e desfrutar dos seus ótimos restaurantes. Dahlonega fica à 110 km de Atlanta, e a melhor forma de visitá-la é de carro, chegando em Dahlonega há também opções de passeios de ônibus que te levam as vinículas para que o vinho seja apreciado sem maiores preocupações. Com relação as vinículas, as minhas favoritas, em ordem de predileção, são as seguintes:

  1. Wolf Mountain - Razão: excelente espumante, restaurante interno e tira gostos na sacada com excelente vista.

  2. Cavender Creek - Razão: Área interna e externa, música ao vivo, ambiente descontraído.

  3. Crane Creek (fora do "Dahlonega Plateau") - Excelentes tintos. Ambiente informal com grande área externa coberta e descoberta. Pets são benvindos.

  4. Three Sisters - Razão: Excelente porto e ice wine. Mesas externas com vista para as parreiras. Pets são benvindos.

  5. Frogtown - Razão: Vinhos premiados com reputação nacional, restaurante, área externa com linda vista.


Finalmente, caso tenhas curiosidade de experimentar "mead" (ou hidromel), uma espécie de cerveja à base de mel, recomendo uma passagem na "Etowah Meadery", também na região de Dahlonega.


Como sempre, se precisar de ajuda ou informações adicionais, fale comigo.

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